segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Blindfolded e A casa número 11: lançamento espetacular em Salvador



Foram lançados no dia 15/12 os livros Blindfolded e A casa número 11, respectivamente, dos autores J. Marins e Renato Ozz, durante concorrido evento realizado nas excelentes instalações da Livraria Leitura, localizada no Salvador Norte Shopping.

"Um dos melhores lançamentos realizados nessa livraria" - disse Carlos França, visitante assíduo da Leitura.

"Corajosa a iniciativa desses dois escritores. Avançar no meio da ficção com obras de tamanha qualidade, dignas do mesmo patamar das melhores dos autores estrangeiros, é extremamente louvável" - afirmou ao blog a publicitária Délia Cetrim, que conheceu os livros no local.

"Excelentes. Caps lindas, ilustrações maravilhosas" - resumiu o estudante Fabiano Santos.

"O tema do controle mental por um governo mundial que usa ondas Haarp para isso é inovador. Blindfolded vai marcar época no mercado nacional e internacional" - disse Paula Rodrigues, turista gaúcha que comprou os livros, após se encantar com as ilustrações da artista Marina Cervini e de ler a sinopse.

"A Novo Século está de parabéns. Dois livros de excelente qualidade. Impressionou-me a tecnica de suspense e ação desemonstrada pelo autor Renato Ozz. Quando o vi, jovem e com aqueles olhos brilhantes, até duvidei, mas, depois de bater um papo com ele, percebi que ele é "o cara" nesse tipo d livro. Vai longe o garoto" - pontuou o escritor Diogenes Feitosa, poeta e blogueiro.

"É filme? Vi os book trailers de cada um e pensei que os livros vieram de filmes. Fantásticos" - afirmou Flávia Milotti, atriz e empresária.

Lançamento perfeito. Livros excelentes. Crítica satisfeita. Mídia presente. Vendas incríveis, para, no mesmo dia, superar o volume de vendas de livros consagrados, ficando atrás somente de obras como Cinquenta Tons de Cinza.

Abaixo, uma foto de momento do evento maravilhoso, no qual este blog se fez presente:




sábado, 17 de novembro de 2012

ENTREVISTA – RENATO OZZ: A CASA NÚMERO 11 O ASSASSINO DO CANO DUPLO


ENTREVISTA – RENATO OZZ: A CASA NÚMERO 11 
O ASSASSINO DO CANO DUPLO



RENATO OZZ concedeu entrevista ao blog institutoginsba.blogspot.com fazendo um resumo de sua carreira, seus planos e discorrendo sobre A Casa Número 11, o seu primeiro romance de ficção, editado pela Novo Século, onde aborda a temática suspense/terror.

Abaixo, trazemos um trecho da descontraída entrevista concedida à redatora Edna Santos do blog, na residência dos seus pais, no Litoral Norte baiano:

Blog: Renato, de onde saiu o 'OZZ'?

Renato: Criação de Diana Lima, nossa agente literária e de meu pai, o escritor e magistrado J. Marins, autor de A Regra e Blindfolded. Eles pegaram a outra parte do meu nome, que é Ozorio, e condensaram criando o Ozz.

Blog: Ficou legal...

Renato: (risos)... curti. Meu nome completo, para você ter uma ideia, é Renato Ozorio Prazeres Neto, em homenagem ao meu falecido avô.

Blog: Qual a sua idade?

Renato: (risos)... Vocês, mulheres, jamais revelam as suas... Maldade isso, mas eu estou com dezoito anos.

Blog: dezoito?

Renato: Tenho cara de mais velho...

Blog: Humm...

Renato: Dezoito e meses...

Blog: Faz algo mais além de escrever?

Renato: Sou ambientalista desde os dezesseis anos e curso a Faculdade de Direito.

Blog: Direito? Quer seguir a carreira do pai? Ou vai ser político?

Renato: Político? (risos) Vou trabalhar e estudar para ter a carreira que for compatível com os meus sonhos. Meu pai é um exemplo irretocável, creia. O cara mais persistente que já vi. Para ele inexiste a impossibilidade, sempre procura fazer acontecer. Incrível.

Blog: Incrível é a sua maneira tranquila de se expressar.

Renato: Nem tanto... (risos)

Blog: E a literatura? Qual foi a sua primeira experiência?

Renato: Antes de escrever eu preferi ler. Ler muito e um pouco de tudo. Acho fantástico escrever, criar enredos, tecer tramas. Sou amante disso.

Blog: Você é um escritor muito jovem... Já leu tanto e escreveu tanto assim?

Renato: Olha, leio desde muito jovem. Li O Senhor dos Anéis aos oito anos. Harry Potter, todos. Agatha e o seu indefectível Poirot, uns vinte. SherlockDan BrawnNárniaUmberto Eco e o seu Nome da Rosa, Paulo Coelho, uns quinze dele, John CaseJ. J. BenitezAndrea FredianiJeff Lindsay, Stephen King, Gavin Menzies... Muitos, brasileiros e de fora. E, sem contar o melhor de todos...

Blog: Quem? Imagino...

Renato: Meu pai. Olha, não é para puxar o saco, mas desconheço alguém que possa escrever três livros ao mesmo tempo, que conheça tudo de história - ele costuma dizer que sabe até a cor da cueca de Napoleão em Waterloo, ele escreve ficção como se estivesse no próprio enredo. Digo sempre, se ele tivesse nascido nos Estados Unidos ou na Inglaterra seria o maior escritor da atualidade.

Blog: Você é suspeito para falar...

Renato: Então leia A Gêmea de Cristo e venha me dizer o contrário. Ou Blindfolded, ou A Regra, ou O Dia do Palíndromo, ou, e esse é um dos melhores, A Irmandade da Cobra que fuma. Ele escreve sobre qualquer coisa ou tema, todo tipo de ficção. Você quer um romance de ficção histórica? Leia A Letra Morta. Quer Ficção científica? Veja A Regra e Blindfolded. Ele estuda muito, interpreta os personagens. Vejo-o constantemente conversando sozinho com seus personagens...

Blog: Ele é lunático?

Renato: (risos, muitos risos)... não sei bem, mas o cara já leu a Bíblia quatro vezes.

Blog: Toda?

Renato: Todinha. Fora o Corão, o livro dos mortos e outra penca... Acho que somente o psiquiatra dele explica... (risos). Se você conversar com meu pai por dez minutos, ele vai mudar sua opinião em dez minutos. Desconheço alguém que saiba usar a palavra como ele. Acho até que ele é um alienígena (risos)...

Blog: Você é suspeito...

Renato: Você quem pensa... Eu, que sempre fui o seu primeiro leitor, que o diga. Eu e minha mãe, que nos representa legalmente.

Blog: E o que nos diz sobre A Casa Número 11? É seu primeiro livro?

Renato: Não. Eu escrevi um romance histórico. O título é Enquanto a América Chora. Como sou fã do seriado e dos livros de Dexter, de Jeff Lindsay...

Blog: Quem não é...

Renato: Pois é... Então, resolvi criar algo que fosse o meio caminho entre ele, Stieg Larssen (Os Homens que não amavam as mulheres - Millenium) e Stephen King.

Blog: E encontrou?

Renato: Acredite. Creio que sim. Eduardo Savigny e sua saga, com toda a paranormalidade que o cerca e os diferentes tipos de serial killers que enfrenta, cada um com mortes mais violentas e pitorescas possíveis, é um personagem completo.

Blog: Cadê a modéstia?

Renato (rindo)... Pergunte a Confúcio, foi ele quem disse que o excessivo modesto anda pra baixo e corre do sucesso.

Blog: Hummm...

Renato: Brincadeira. Claro que essa é a opinião de um escritor apaixonado. Paixão por um personagem é algo incrível. Meu pai dizia isso e eu não entendia. Minha mãe, a escritora Renata Prazeres, autora de A Casa de TR...

Blog: Uma família de escritores vão acabar aparecendo no Jô Soares...

Renato: Se isso acontecer não vou pedir uísque a ele como fez o Eduardo Sterblit do Pânico (risos). Eu nem bebo.

Blog: Ainda bem.

Renato: Bem, como dizia, entendo agora o que meus pais diziam. Hoje, vejo que eles têm razão. Um personagem é como um filho.

Blog: Ah, não... Você já tem filhos?

Renato: Deus me livre... (risos)... Não tenho filhos... 

Blog: Vai deixar metade das garotas da Bahia tristes...

Renato: Menos, bem menos...

Blog: E tem namorada?

Renato: (rindo)... Corta... Corta...

Sinopse





Após mudarem para a casa número 11, numa cidade interiorana, durante uma das viagens de trabalho, os pais do garoto Eduardo Savigny encontram a morte pelas mãos de Rufus, um homem cruel que elimina todos os que se colocam em seu caminho, utilizando um rifle de cano duplo.

Sozinho em casa e sem se dar conta do acontecido, Eduardo alimenta sua fantasia, por dias seguidos, tendo como companhia as “pessoas e coisas” que sua paranormalidade ainda infantil lhe apresenta.

Com todas as dúvidas sobre o retorno ou não os pais, ao lado do inseparável cão e dos livros de fantasia pelos quais é apaixonado e mantendo-se fiel ao juramento de não sair porta afora, nem por um minuto sequer, em meio à escassez de alimento, Eduardo descobrirá o modo secreto para vencer o inimigo.

Mas ele e seus parceiros espirituais deverão ser rápidos, pois o mal, personificado na figura do assassino do cano duplo, se aproxima a passos largos das cercas da casa da estufa, A Casa
Número 11
, o lugar onde Eduardo Savigny descobriu-se para o mundo paranormal.


DIVULGADO CAPÍTULO DE A CASA NÚMERO 11, de RENATO OZZ


DIVULGADO CAPÍTULO DE A CASA NÚMERO 11, de RENATO OZZ


CAPÍTULO 1
    Antes que o segundo tiro soasse, atingindo o lado do corpo da sua mulher, Jorge Savigny entregou a Deus o seu último pedido. Usou todas as forças que tinha, vibrando com a potência da alma, somada ao esforço extraordinário para manter-se vivo. Era tudo o que queria. Ou ao menos o que pretendia.
    Mas as coisas não pareciam muito claras em sua mente. Havia agora pessoas olhando para ele. Na verdade, dois estranhos, antes inexistentes. Um casal. Um homem baixo e atarracado e uma mulher loira e magra, sentados perto do portão do galpão, com os rostos acinzentados e com uns olhos penetrantes, sinceros e cheios de dor, que Jorge, no limiar das suas forças, se recusava a crer que fossem de humanos.
    — O coitado levou a coisa para o lado pessoal – disse a mulher, cuspindo um pedaço de saco plástico, enquanto cruzava os braços sobre um grande buraco que borrifava pus e lodo de dentro do peito esquelético.
    — Eu compartilho da aflição dele. Uma brutalidade dessas não devia ser permitida – falou o seu companheiro, num tom sussurrante e machucado, produzido por uma boca costurada com um nylon que se estendia até o pescoço, inchado e cheio de hematomas.
    Jorge, entregue ao próprio desespero e à desesperança, rolou para o lado, caindo com a boca aberta sobre um monte de tralhas velhas e capim seco, sentindo o jorro de sangue descer por sua barriga. Pássaros voaram assustados com os estrondos dos tiros, fugindo do topo das árvores, e confundindo-se com o ruído incomodativo de um trator, que, ao longe, muito longe mesmo, mostrava-se apto para abafar qualquer pedido de socorro.
     — Estamos perdidos – murmurou, arrastando as pernas.
    O corpo, agora a pura expressão da agonia, virando para o lado. As pernas torcidas. O ar queimando ao penetrar nos pulmões. A sensação do fim. As mãos tingidas pelo sangue. O seu sangue. A dor. O medo. O pavor de não poder socorrer e proteger as pessoas que amava. Um riso sarcástico vindo do alto. Dizendo coisas para lhe perturbar, multiplicando o espanto, o arrependimento, a aflição. Um gosto azedo escorrendo pela garganta. A raiva. A ira. O horror. A completa impotência. Os olhos fechando, a respiração ofegando.
    — Ainda está vivo, boneco? – riu o algoz, mexendo no seu rosto com a ponta ainda quente e fumegante do cano duplo.
    — Infeliz. Monstro – esbravejou a mulher magra, levantando e socando com uma das mãos abstratas o rude corpo do assassino.
    — Pobre rapaz – murmurou o homem baixo, sacudindo o corpo para a esquerda, exibindo o lado descarnado repleto de ossos escuros e furados.
    Jorge espremeu os olhos, antes de explodir:
    “A morte é loucura” – gritou em pensamento.
    O matador ajoelhou-se junto dele. Havia um riso vitorioso em sua cara.
    — Vou ficar aqui sentado esperando você morrer.
    —Tome cuidado – disse-lhe a mulher magra, empurrando para dentro um tufo podre do pulmão, que teimava a escorrer para fora do seu corpo.
    O assassino mantinha o riso congelado, esfregando cinicamente as mãos no cabo do rifle, deliciando-se com a sua incapacidade.
    — Você tem um belo carro. Usado, mas um bom carro – sussurrou.
    Jorge olhou para o Ford estacionado, ainda com uma das portas abertas. O veículo o convidava a levantar-se e fugir. Sabia que suas chances eram escassas. Mas teria que fazer. Por tudo o que amava, pela mulher, pelo filho, por ele, pela sua dignidade, pela chance de lutar, por ainda acreditar ser merecedor da vida.
    — E se tentasse? – pensou num ritmo lento.
    O matador lhe deu um cutuco. Jorge fitou o seu rosto. Viu o demônio. Viu o desprezo. Enxergou o olhar mais terrível, mais tenebroso e horrendo jamais visto. Desviou-se daquela figura encharcada de suor e sangue, e tornou a mirar o automóvel. Mas nada nele lhe motivava a manter acessa a chama da esperança. Havia dentro dele vultos negros, com feições magérrimas e entristecidas, e sacos sujos e furados, de onde jorrava uma lama enegrecida, que escorria até junto da sua face, embebendo e empastando sua boca e as suas narinas.
    — Não! – um grito feminino colocou-o alerta. Não vinha da mulher loira e magra, que havia desaparecido junto com seu companheiro moribundo e com toda a podridão que jorrava de dentro dela.
    — Mônica – murmurou sem forças, esfregando-se no próprio sangue.
    — Fêmea gostosa – disse o assassino sagazmente, arrastando a mulher pelos cabelos. – Vem ver o seu maridinho morrer.
    Jorge olhou para o lado, buscando uma última imagem, e fechou bem devagar os olhos. Nada mais poderia fazer. A consciência lhe dizia isso. Nada mais, somente aguardar. Então, com os ouvidos ainda atentos nos passos pesados do matador, que tinha se levantado, Jorge inspirou profundamente, pedindo a Deus que lhe desse uma segunda chance para, ao menos, poder proteger o seu campeão.
 

Book Trailer


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Obra: A CASA NÚMERO 11
Autor: Renato Ozz
Editora: Novo Século
Agente Literária: Diana Lima
Publicidade: Thais Riotto
Ilustração: Marina Cervini
www.empresaaigam.com


ILUSTRAÇÕES











Ilustração: marina Cervini